Teia: Novo Eco-Corner na Vanessa Montoro

No processo para se tornar uma Empresa B Certificada, a marca trabalha há 11 anos sob premissas ecológicas e sociais.
No processo para se tornar uma Empresa B Certificada, a marca trabalha há 11 anos sob premissas ecológicas e sociais.

Há 11 anos, a designer Vanessa Montoro apostou no feito à mão e no Brasil como ponto de partida para criações muito particulares, que elevam o tão tradicional crochê a artigo de luxo.

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Com um olhar para a tradição manual, Vanessa uniu sua vocação aos ensinamentos de Fashion Business na FIT, em NY. Criou intuitivamente, antes do boom da sustentabilidade, uma marca genuinamente ecológica e socialmente responsável, em toda a cadeia produtiva: usando em parte da produção casulos do bicho da seda descartados pela indústria têxtil; tingindo parte dos fios com pigmentos naturais como beterraba, café, erva mate, folha de amoreira, serragem de eucalipto, pinus, casca de cebola, folha de manga, semente de urucum, tanino; praticando uma política positiva para o consumo de água em seus processos; empregando cerca de 20 crocheteiras da periferia de São Paulo, as “Mulheres Borboletas” – seu projeto social. Com um olhar mais contemporâneo, renovou a técnica tradicional do crochê – o que a preserva.

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Hoje, seu trabalho é um exemplo do novo luxo brasileiro, que valoriza a identidade nacional, o tempo, as minúcias de um trabalho feito à mão. E se contrapõe ao fast fashion, em que “tudo é massificado e industrializado, nocivo à natureza e aos trabalhadores”, observa a designer.

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Para apresentar produtos únicos, com personalidade e propósito, aos consumidores, Vanessa se reuniu com mais oito marcas especiais com vertentes sustentáveis e preocupação social para participar do projeto TEIA, com um pop up corner em seu ateliê na Vila Nova Conceição, São Paulo, que abre as portas no dia 09 de novembro. Sua curadoria une iniciativas especiais, que criam beleza de maneira ética, ecológica e socialmente responsável.

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As sete marcas envolvidas no projeto são Nannacay, bolsas e acessórios criados em comunidades e presídios, valorizando a tradição do feito à mão com um twist feminino e contemporâneo da designer Marcia Kemp; Saissu, da premiada designer Lully Vianna que cria acessórios em parceria com comunidades de artesãs pelo país, valendo-se de materiais de descarte, upcycled; Sal do Beija Flor& Vanessa Montoro, cosméticos artesanais veganos, feitos à mão em uma ação de co-brand com produtos criados especialmente para Vanessa Montoro; Teçume & Vanessa Montoro, com apoio da BrazilFoundation, a ONG Casa do Rio criou a marca social Teçume, capitaneada pelas artesãs da região do Careiro, Amazonas, onde são confeccionadas as bolsas Paricá que em uma ação de co-brand, são customizadas em crochê pelas Mulheres Borboletas, artesãs da marca Vanessa Montoro; Tucum, marca com curadoria de peças criadas por tribos indígenas brasileiras, comercializadas de maneira ética e responsável; Twins for Peace, marca social de tênis dos irmãos franceses Mussard que doa, a cada par de tênis vendido, um par a crianças em situação de risco, em comunidades pelo mundo; a Zerezes, com óculos de madeira certificada, feitos à mão e 100% cariocas; e a Maria Oiticica, marca carioca que se dedica a produção de biojoias.

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“Para criar um mix & match surpreendente”, convida a designer, que com esta iniciativa pretende também difundir o trabalho de seus pares, criando um canal de comunicação direto entre eles e suas clientes. “Quero ajudar a trabalhar a ideia do valor. Fazer com que esses produtos estejam mais perto da minha cliente, que é bem informada e valoriza uma nova maneira de enxergar o mundo e o que consome”.

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Empresa B Certificada e Rastreabilidade

 

Neste ano, a marca passou por um minucioso e extenso processo de rastreabilidade, feito pela empresa MatériaLAB, que esmiúça toda a cadeia produtiva para identificar e mensurar suas práticas sustentáveis.

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Em paralelo, e para corroborar com este minucioso trabalho, Vanessa Montoro está em vias de se tornar membro da comunidade de empresas certificadas pelo Sistema B, as chamadas B Corps ou Empresas B. Iniciado em 2006, nos Estados Unidos, o movimento reúne empresas que geram valor social e ambiental, além do lucro por meio do seu modelo de negócio. Hoje são mais de 1.900 Empresas B Certificadas no mundo em mais de 140 indústrias e 50 países, sendo 64 no Brasil. “A indústria da moda tem um papel fundamental para influenciar novos comportamentos de consumo e produção mais conscientes. Espero que o exemplo da Vanessa possa influenciar outras marcas a avaliarem o seu impacto socioambiental e gerarem ainda mais impacto positivo nas pessoas e no meio ambiente”, comenta Ana Sarkovas, Diretora Executiva do Sistema B Brasil.

 

www.bcorporation.net

www.materialab.com.br

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